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Fobia social: como identificar e ajudar seu filho enfrentar o medo

9 de maio de 2024

Seu filho quer ficar todo o tempo dentro do quarto, evita encontrar os amiguinhos, não quer ir às festas de aniversário ou aos encontros da escola. A princípio pode parecer birra ou apenas uma criança mais tímida ou introspectiva. Mas é preciso ligar o sinal de alerta: ele pode estar desenvolvendo o transtorno de ansiedade social, ou simplesmente fobia social.  

Medo de sofrer constrangimentos em público, de ser ridicularizado ou humilhado nos ambientes que frequenta – ainda que seja um grupo de amigos – é o que provoca esse tipo de fobia. Mas como detectar o problema, quais os sintomas e o tratamento adequado? Para esclarecer as dúvidas sobre essa situação, cada vez mais comum entre crianças nos de hoje, reunimos algumas dicas. Vamos lá? 

Sintomas da fobia social 

O isolamento não é o único sintoma do transtorno de ansiedade social. Ele também pode ser percebido quando a criança tem ataques de raiva, chora, fica retraída, transpira em excesso, não conversa ou interage em momentos de convívio social. Ao sentir-se acuada ao extremo, podem ocorrer até episódios de taquicardia e vômito.  

A recusa de ir a um evento, a uma festa, ou mesmo à escola é sempre atribuída a algum problema físico como dor de barriga, dor de cabeça, enjoo. Nos casos mais graves, até mesmo conversar ao celular se torna uma dificuldade para quem está sofrendo de fobia social  

Causas da fobia social

Diversos fatores – genéticos, emocionais ou ambientais – podem contribuir para a formação de um quadro clínico de fobia social. Algumas das causas, são hereditariedade, alterações na estrutura cerebral, influência do meio onde vivem, constrangimento ou humilhação pública, exposição frequente a situações de risco que provocam medo, maus tratos dentro de casa ou até mesmo o comparecimento forçado e frequente a ambientes que exigem interação social.  

Diagnóstico 

Apenas o parecer de um especialista em saúde comportamental, um médico ou um terapeuta pode constatar que uma criança está sofrendo de fobia social. Os pais, mas preferencialmente pelo próprio paciente, podem responder um questionário que ajuda na construção do diagnóstico. É necessário considerar alguns fatores no processo de identificação do transtorno, tais como os sintomas apresentados, sua incidência e o tempo em que vem se manifestando.  

Tratamento 

A terapia é o recurso mais comum para iniciar o tratamento do transtorno de ansiedade social. Por meio da terapia cognitiva comportamental, o psicólogo vai ajudar a criança a controlar os sintomas, a enfrentar as causas que a fazem ficar ansiosa. Enfrentar situações da vida real para superar os medos e aprender a se posicionar no convívio social.  

Em alguns casos, pode ser que o terapeuta recomende uma consulta psiquiátrica, caso a terapia não resolva. É este médico que poderá receitar remédios ansiolíticos ou antidepressivos, que vão complementar a terapia e maximizar os resultados. Por isso, é sempre melhor que haja afinidade entre esses dois profissionais, para que ambos sigam a mesma linha de tratamento.

 

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