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A pandemia na visão dos pequenos

Calesita Brinquedos / 2 de outubro de 2020

Redes sociais como o TikToK e o Instagram foram palco, nos últimos meses, de vídeos em que crianças de todas as idades se manifestavam sobre a pandemia do coronavirus e o novo normal que se estabeleceu nesses tempos de quarentena. Boa parte deles, foram vídeos divertidos, em que o assunto era tratado de forma engraçada  – como um menino correndo pela casa dizendo que estava fugindo do vírus que o pai trouxe da rua, ou a menina que experimenta máscaras de cores e modelos diferentes a procura de uma que combinasse com a seu vestido. Mas também houve pequenos fazendo papel de gente grande e “aconselhando” os adultos a ficarem em casa.

Mas, o que afinal a chegada da Covid 19 e a quarentena que isso impôs representou de fato para as nossas crianças? Será que elas têm noção do tamanho do problema causado pela pandemia, a transformação pela qual o mundo passou? Certamente que sim. Até porque seu próprio cotidiano sofreu mudanças radicais com a suspensão das aulas, o fechamento dos parques, o afastamento do vovô e da vovó. De uma forma lúdica ou com surpreendente racionalidade, o corona – sim, é assim que muitos deles chamam o vírus – é um elemento bastante presente na vida dos pequenos.

“Ele é um bicho muito feio, que pega as pessoas e por isso eu tenho que me esconder na minha cabana pra ele não me ver e eu poder matar ele”, define, do seu jeito, o pequeno Bernardo, de três anos. “Isso é uma coisa muito ruim, que não deixa eu descer para brincar no parquinho do prédio”, completa Roberto, de quatro anos. A necessidade de ficar em casa e ter a rotina interrompida, é mesmo o que mais incomoda a criançada. “O coronavírus machuca as pessoas e não deixa a gente voltar pra escola”., diz Thamires, de seis anos. “Eu queria ver a minha avó que está doente, mas não posso por causa da doença”, acrescenta Mariana, cinco anos. Um sentimento de frustração compartilhado por Evandro, de sete anos: “É triste ver as pessoas doentes que não podem ver sua família e os amigos”.

Mas, se os incômodos da quarentena afetam as crianças, a necessidade de prevenção não fica de lado. Rubinho, de seis anos, tem decorada a cartilha dos bons cuidados: “Para o corona não pegar a gente, é preciso lavar a mão toda hora, passar álcool gel e não coçar o olho, o nariz e a boca”. Joel, de seis, tem consciência dos riscos: “É uma doença muito perigosa, por isso a gente tem que ficar em casa e usar máscara, mesmo sendo muito difícil de respirar”, recomenda o pequeno para quem quer se proteger. “Minha máscara é do Batman, mas eu tenho também outras duas reservas, do Homem Aranha e do Palmeiras. O vírus está na rua e precisamos usar máscara”, conclui Henrique, de seis anos.

Mas, de quem é a culpa da pandemia. De onde surgiu o coronavírus? Será que eles sabem isso também. Rafaela, sete anos, dá um palpite: “A culpa não é de ninguém, é coisa da natureza. Mas se a gente cuidasse melhor da natureza, essas coisas não iam acontecer mais”. Que assim, seja e eles possam viver num mundo melhor.

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