Aprendendo a ser mãe

11 de maio de 2018 -

Há uma frase bem famosa que diz: Quando um bebê nasce, nasce então uma mãe. Essa frase diz muito a respeito da maternidade. Primeira coisa é que não nascemos sabendo ser mãe, e a segunda é que podemos aprender a ser mãe. A maternidade é um caminho com muitos percalços, com muitas alegrias e com várias frustrações.

Não nascemos sabendo ser mãe
Na verdade, não nascemos sabendo nada, não é mesmo?! Todo aprendizado gera frustração. Você se de quando estava aprendendo a andar de bicicleta, caiu, se ralou e foi frustrante? Mas isso não impediu você de continuar tentando até que “pegou o jeito da coisa”, e andar de bicicleta foi algo natural depois disso.
A mesma coisa acontece na maternidade: se não nascemos sabendo ser mãe, vamos aprendendo a ser mãe. Isso vai gerar um aprendizado que nenhuma profissão no mundo poderia nos conceder.
Lembro-me da primeira insegurança que eu tive como mãe: meu primeiro filho começou a chorar no colo de uma amiga, e ela deu o bebê pra mim, pois eu era a mãe e, supostamente, eu deveria saber como fazê-lo parar de chorar. Não lembro bem o que fiz para ele parar de chorar, mas eu me lembro daquela sensação de “E agora? A mãe sou eu!”.

Aprendemos a ser mãe
Quando nascemos, nossas mães nos ensinaram diversas coisas: a nos alimentar, a tomar banho, a estudar… Depois que nos tornamos adultos, vamos à faculdade, onde aprendemos a ser profissionais e, no trabalho, nossos colegas nos ensinam nossas novas funções.
Dependemos uma vida inteira de pessoas mais sábias que nos ensinem a respeito do que elas já sabem. Mas quando se trata de maternidade, simplesmente, queremos ignorar o “conselho dos mais velhos”.
Sim, eu também já quis ser autodidata na maternidade até que percebi que é muito mais fácil, tranquilo e leve quando pessoas mais experientes compartilham seus conhecimentos conosco. Por natureza sou teimosa, e foi bem complicado aprender isso. Mas garanto que valeu a pena. Do meu primeiro filho, eu era bem ciumenta, como se só eu soubesse cuidar. Da minha filha, já aceitei as opiniões alheias e agradecia quando alguém se oferecia para segurar no colo.
Eu sei que não é muito fácil aprender a ser, porque ouvimos algumas coisas que não queremos ou em que não acreditamos. Por exemplo: dar doces às crianças menores de dois anos. Foi difícil fazer minha mãe entender, mas depois de explicar algumas vezes, ela concordou e me ajudou a conscientizar outras mães da importância dos mil dias.
Todo mundo tem um conselho ou um palpite sobre como criar seu filho, e acredite: eles não fazem por mal. Essas opiniões normalmente vêm de pessoas que amam você e seu bebê, por isso ouça com paciência e responda com amor. O mais importante de tudo não é se seu filho vai ou não chupar bico, o que realmente importa é que você o ama e procura dedicar seu tempo para estar com ele. Por mais que você trabalhe fora, encontre ou crie momentos em que você possa curti-lo intensamente. Mesmo que seja na hora de dormir, fazendo companhia e um chamego, demonstre amor: essa é a melhor maneira de ser mãe!

Karin Petermann Produtora de conteúdo no site Mamãe & Cia, 31 anos - casada há 11 anos.

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