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Barulho do vizinho: apartamento com criança exige bom senso de todos

Calesita / 1 de abril de 2020

Sem dúvida nenhuma, o barulho do vizinho é o principal motivo de brigas em condomínios.  Festas que varam a madrugada, televisão no volume mais alto, móveis arrastados fora de hora, máquina de lavar funcionando à noite e… bebês chorando ou crianças correndo pela casa.

E o que fazer quando isso acontece?  Chamar a polícia, reclamar com o síndico, pegar o interfone e xingar o barulhento? As reações são diversas. Mas, antes de mais nada, é preciso ter bom senso.  E bom senso dos dois lados, afinal, como diz o velho ditado popular, quando um não quer, dois não brigam.

Síndico profissional de um condomínio de três torres e mais de 200 apartamentos na Zona Oeste de São Paulo, Natanael de Oliveira está acostumado a conviver com esse tipo de problema. “Sempre procuramos resolver as coisas através do diálogo. Eu diria que em cada cinco casos, somente um ou dois realmente terminam com uma ação do condomínio, com notificação, advertência e até multa. São quase sempre excessos cometidos entre 22h e 8h, período em que a maior parte das convenções considera como o horário de silêncio”, afirma.

O síndico, contudo, faz uma ressalva: é preciso entender que atividades domésticas normais não põem ser confundidas com abuso. “Se uma moradora sai cedo para trabalhar e precisa secar o cabelo, por exemplo, ou se chega mais tarde e tem de lavar a louça depois do jantar são ruídos cotidianos normais que não merecem punições”, exemplifica.

O barulho das crianças, segundo Oliveira, se enquadra na mesma situação. “Já recebi reclamação de moradores de que o bebê do vizinho chorava de noite. Ou de que tinha criança correndo no apartamento de cima, às três horas da tarde, uma total falta de bom senso”.

Por mais absurdo que possa parecer, esses casos não são exceções. Tanto assim, destaca Natanael, que alguns condomínios hoje em dia já incluíram em convenção que reclamações abusivas sobre o barulho do vizinho – especialmente ao no que se refere à crianças – também são passíveis de advertência ou mesmo de multa.

Existe, é claro, um conjunto de regras de boa convivência que precisam ser respeitados. É obrigação dos pais educarem os filhos dentro desses princípios. Limitar, por exemplo, os horários das brincadeiras mais barulhentas da criançada – correria e gritaria, nunca depois das 19h ou 20h, quando a maior parte dos vizinhos chegam em casa e precisam descansar. O volume de vídeo games, brinquedos sonoros, da televisão ou do som também deve ser moderado a partir desse horário. Instrumentos musicais, então, nem pensar.

São pequenas medidas que podem evitar grandes desavenças. E tornar a vida em comunidade muito mais agradável

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