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Mito ou verdade: como manter viva a lenda do Papai Noel na imaginação dos pequenos

Calesita / 18 de dezembro de 2019

Com a chegada do mês de dezembro, as crianças ficam na expectativa da magia acontecer: surgem os enfeites, árvores, casinhas simpáticas e renas, acompanhadas de lindas decorações vermelhas e douradas, além da presença de um personagem muito conhecido na imaginação de todos, o bom velhinho.

O Papai Noel remete as crianças à uma figura acolhedora, que encanta e traz o que muitos estão esperando, o presente de Natal. Mas até que ponto vale alimentar o imaginário dos pequenos com essa lenda? O grau de imaginação de cada criança está associado à cultura natalina que ela absorve da família, de acordo com suas crenças e religião, e de como o assunto é trabalhado na escola. Tudo isso contribui para entender como tema vai ser assimilado.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, as crianças acreditam na existência do Papai Noel em média até os oito anos. É quando começam a desconfiar da existência do bom velhinho pela idade (como pode um idoso viver tantos e tantos anos?), pela onipresença (todo Papai Noel do shopping é o mesmo? Ou são parentes?) e pela atrapalhação dos pais na compra e entrega dos presentes (você comprou o presente para o Papai Noel me entregar? Todas as crianças ganharam o mesmo presente que eu?).

A partir daí, e com a falta de respostas convincentes para essas perguntas, os pequenos passam a aceitar que o Papai Noel faz parte de uma história, é uma lenda repetida ao longo de séculos e contada pelos pais e avós para manter vivo o “espírito natalino”.  Entendem também que o conto deve ser perpetuado para as crianças mais novas, não deixando morrer o sentimento.

Deixar que esse processo de descoberta aconteça de forma espontânea é, para a maior parte dos educadores, a atitude mais recomendada. Não há, contudo, uma regra estabelecida para tratar do assunto. Há famílias que desde o primeiro Natal deixam claro que o velhinho barbado é uma figura imaginária e aquelas que, quando julgam o momento certo, tomam a inciativa de fazer a revelação, movidos muitas vezes pelo temor de que os filhos sejam expostos à gozação dos amigos ao manifestarem a crença.

Independentemente do momento e da forma em que ocorre a descoberta da verdadeira história, a figura de Papai Noel tem uma função didática, subliminar. A relação entre esforço (o bom comportamento) e a recompensa (o presente de Natal), é muito utilizada em diversas diretrizes de ensino e aprendizagem, em casa e na escola, estabelecendo de forma lúdica valores para os pequenos. E quanto a isso, não existem contra-indicações

De qual lado vocês estão, mamães e papais?

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