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A relação entre criatividade e felicidade

Incentivar a criatividade de uma criança pode ajudá-la a construir uma vida mais feliz e completa. Diversas pesquisas científicas da área de psicologia têm percebido uma relação próxima entre criatividade e felicidade, sendo um grande exemplo disso a própria maneira como as crianças lidam com ambas. Então, aquela bagunça no quarto que os pequenos fazem, aquelas manchas na roupa ou a tinta espalhada pela mesa são, na verdade, aspectos positivos de seu crescimento: além de desenvolver a criatividade, aliviam o estresse, constroem a autoconfiança e, principalmente, a capacidade de sentirem-se bem consigo próprios e com o seu entorno: a felicidade.

A melhor forma de instigar a criatividade em seu filho é deixá-lo ser criativo sozinho. Pesquisadores sugerem que a criatividade que vem de nós mesmos impacta mais no nosso bem-estar do que uma motivada por fatores externos. A criatividade motivada por fatores intrínsecos ao indivíduo gera um sentimento maior de felicidade, pois aquela motivada por fatores externos pode acarretar sentimentos negativos relacionados à pressão e ao estresse de realizar tarefas requisitadas por outros. Em outras palavras, não há como forçar as crianças a serem criativas, os pais podem apenas permitir que elas explorem e desenvolvam a criatividade.

Portanto, quando seu filho demonstrar interesse por algum tipo de atividade artística, incentive: convide-o a conhecer museus, músicas, assistir a filmes, espetáculos de dança. Perceba qual atividade artística mais o entretém e lhe traz felicidade. Não pressione ou julgue a performance da criança nas primeiras aulas de música ou num desenho. Lembre-se de que a criatividade que traz felicidade é aquela motivada por fatores intrínsecos ao indivíduo. Se a criança não demonstra interesse em pintar, não a force. Mas também não julgue se ela pintar o céu de verde e a grama de azul, não diga que ela está “errada”. O importante é você demonstrar interesse pela maneira como ela usa e desenvolve a criatividade.

E, por outro lado, também permita que a criança passe por momentos de tédio. Muitas vezes os pais estruturam cronogramas de atividades em que o tempo do pequeno é encaixotado de maneira tão sistemática que não há possibilidade de uma criatividade que parta dele mesmo. E a relação entre criatividade e felicidade pressupõe justamente que a criança possa “pensar fora da caixinha”, como tanto se diz por aí. A felicidade que a criança sente ao materializar um instinto criativo com as próprias mãos e ideias é algo que ela pode levar para vida e que, de alguma forma, sempre irá ajudá-la. Essa é uma das funções da arte.